quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ICSI - Animação 3D (vídeo)


Animação em 3D da Injeção Intracitoplasmática de espermatozóides.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=2rGWN-vKi0s

ICSI - Injeção Intracitoplasmática de um espermatozóide

     Na década de 90 do século XX, foi desenvolvida uma nova técnica de procriação assistida (ICSI - Injeção Intracitoplasmática ou Intracytoplasmic Sperm Injection), sendo utilizada quando grande parte dos espermatozóides apresentam anomalias que os tornam inadequados/incapazes de realizar a fecundação. Representa, portanto, uma nova revolução no tratamento da infertilidade masculina.
     A ICSI é uma técnica de precisão realizada a microscópio que consiste na injeção de um único espermatozóide no citoplasma do oócito II, evitando assim as dificuldades do processo natural da fecundação no qual o espermatozóide tem de penetrar o oócito II.
     É uma técnica que se associa à fertilização in vitro (FIV), normalmente quando se detectam factores masculinos que não permitem a fertilização apenas pela junção dos espermatozóides aos oócitos no meio de cultura apropriado.

Método:

  • O espermatozóide escolhido é, portanto, normal, com boa mobilidade e aspirado com uma micropipeta.
    • Quando não é possível de se obter espermatozóides de qualidade através da ejaculação, procede-se a métodos alternativos de recolha dos mesmos por diferentes processos:
      • Directamente do epidídimo por um processo chamado percutaneous epididymal sperm aspiration (PESA) - aspiração percutânea de espermatozóides do epidídimo;
      • Dos testículos pelo método TESA, acrónimo de testicular sperm extraction - aspiração percutânea de espematozóides do testículo;
      • Extracção de amostras do testículo através da TESE - extração de tecido testicular por biopsia (para casos mais severos).
  • Depois, a micropipeta contendo o espermatozóide aproxima-se do oócito II e penetra no citoplasma do mesmo, e o espermatozóide é empurrado para o interior do citoplasma.
  • Após este processo, o ovos são colocado em incubadoras a 37ºC até haver a transferência de embriões para o útero.



     Entre os problemas de infertilidade masculina que esta técnica é utilizada para ultrapassar estão: oligozoospermia, problemas de morfologia ou motilidade dos espermatozóides, vasos deferentes danificados ou vasectomia não reversível, presença de anticorpos antiespermatozóides, dificuldades masculinas na erecção ou ejaculação (por problemas de espinal medula, por exemplo), etc. .
     Pode ser também indicado este processo em casos de recolha de um número reduzido de oócitos ou dificuldade em serem fecundados detectada em ciclos anteriores de fertilização in-vitro.
     É também a técnica de eleição para a obtenção de embriões para serem sujeitos a diagnóstico genético pré-implantação (DGPI).

Figura - ICSI.

Fontes:  - http://pt.wikipedia.org/wiki/Microinjec%C3%A7%C3%A3o_intracitoplasm%C3%A1tica
               - Silva, A.D. et al, Terra, universo de vida 12º ano, Porto Editora, Porto, 2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Fertilização in vitro (IVF)

     Na fecundação in vitro (FIV - por vezes também referida como "fertilização in vitro"), os oócitos são recolhidos a partir dos ovários, sendo de seguida fecundados com espermatozóides em meio laboratorial.
     Os embriões assim obtidos são posteriormente transferidos para o útero da mulher. Ou seja, ao contrário do que sucede por exemplo na IU, na FIV a fecundação ocorre fora do organismo da mulher.

Descrição do tratamento

     A realização de um ciclo de FIV é um processo que envolve vários passos complexos.
     A mulher começa por ser submetida a tratamento com medicamentos indutores da ovulação, administrados por via injectável. São estes que vão estimular os ovários a produzirem mais oócitos que o habitual.
     O desenvolvimento dos oócitos é seguidamente controlado através da realização periódica de ecografias e análises ao sangue.
     Quando o médico verifica que os folículos já estão suficientemente desenvolvidos e contêm no seu interior um oócito maduro, é administrada uma injecção de outra hormona (gonadotropina coriónica humana – hCG), cuja função é provocar a libertação dos oócitos a partir dos ovários.
     A punção (operação de recolha dos oócitos a partir dos ovários) é feita com controlo ecográfico e consiste na introdução na vagina de uma agulha muito fina, que irá permitir a recolha de oócitos a partir de cada um dos ovários.
     Será pedido ao homem que recolha esperma na clínica, para que este possa ser utilizado no procedimento (embora também seja possível a utilização de esperma previamente congelado). Depois de obtido, o esperma é centrifugado a alta velocidade e sujeito a uma série de processos de tratamento, de modo a seleccionar os espermatozóides mais fortes e com melhor capacidade de fecundação.
     Após a punção, os oócitos são transferidos para meios de cultura no laboratório, sendo posteriormente postos em contacto com os espermatozóides para que ocorra a fertilização, com formação de embriões.
     Uma vez obtidos, os embriões (normalmente apenas dois) são transferidos para o útero da mulher, para que se implantem e dêem origem a uma gravidez.
     Os embriões excedentários, que não foram utilizados no tratamento e apresentam condições de viabilidade, podem ser congelados e utilizados num ciclo a realizar posteriormente, podem ser doados para investigação científica, doados a outro casal ou destruídos.


     A partir do dia da punção, a mulher começa a aplicar progesterona, de modo a preparar o endométrio para que a implantação dos embriões possa ser bem sucedida.

Para que situações serve a FIV?

Existe indicação para FIV principalmente nos seguintes casos:
  • Infertilidade inexplicada 
  • Obstrução ou ausência de trompas 

As taxas de sucesso

     As taxas de sucesso da FIV são bastante variáveis e dependem essencialmente de dois factores: a causa de infertilidade e a idade da mulher. Quanto mais complicado for o diagnóstico de infertilidade e mais velha for a mulher, menor será a probabilidade de sucesso do tratamento.
     Por outro lado, é importante que os casais tenham em conta que a probabilidade de terem realmente um filho é ligeiramente mais baixa pois algumas mulheres não conseguem levar a gravidez a termo e correm o risco de abortar espontaneamente.

Reacções adversas ao tratamento

     As reacções adversas nos ciclos de FIV mais frequentes são calores, irritabilidade, cansaço e dores de cabeça. Normalmente passam ao fim de pouco tempo e não constituem motivo para alarme.
     Em algumas situações mais raras pode ocorrer o Síndrome de Hiperestimulação Ovárica, que consiste numa reacção excessiva e potencialmente perigosa aos medicamentos utilizados na estimulação ovárica. Nestas situações há acumulação de fluidos e formação de quistos nos ovários. Os principais sintomas são: dor pélvica e/ou abdominal, náuseas, vómitos e falta de ar. Se o Síndrome de Hiperestimulação Ovárica ocorrer após a punção para recolha de ovócitos, não se faz a transferência e congelam-se os embriões obtidos para que seja possível a sua utilização posterior.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Inseminação Artifical ( Vídeo )


Fonte: - https://www.youtube.com/watch?v=z1wbtnwpsCk

Inseminação Artificial ou Intra-uterina



     A inseminação artificial consiste em depositar os espermatozóides, previamente selecionados , no interior do útero. Existem dois métodos de inseminação artificial :

    • Inseminação artificial intra-cervical (IC) 
    • Inseminação artificial intra-uterina (IU)
     A Inseminação Artificial Intra-Cervical permite reproduzir as condições fisiológicas da relação sexual, porém, não apresenta, teoricamente, nenhum elemento de superioridade em relação ao ato sexual. É utilizada em casos de impossibilidade de uma relação sexual normal ou de uma ejaculação intra-vaginal (mal-formação sexual; distúrbios sexuais; distúrbios na ejaculação).

     A Inseminação Artificial Intra-Uterina consiste em depositar espermatozóides móveis capacitados (aptos a fertilizar, pós-tratamento do sémen em laboratório) no fundo da cavidade uterina após a indução da ovulação. Na IU não há necessidade da presença de muco cervical e como os espermatozóides são injetados além do colo do útero,  esta técnica permite aumentar o número de espermatozóides dentro da cavidade uterina facilitando o encontro dos gâmetas.
     Esta técnica é utilizada em casos de incapacidade do homem, ejacular no interior da vagina da mulher, distúrbios nos ovários; alterações no muco cervical, que vão impedir a livre penetração dos espermatozóides no útero; determinadas alterações na qualidade do sémen, alterações nas trompas uterinas.Em caso de não haver a possibilidade do homem produzir espermatozóides, utiliza-se o esperma doado no banco de esperma.



Fontes:   - http://www.ghente.org/temas/reproducao/art_inseminacao.htm 
                - http://pt.wikipedia.org/wiki/Reprodu%C3%A7%C3%A3o_medicamente_assistida


sábado, 11 de outubro de 2014

Técnicas de reprodução medicamente assistida



     A Reprodução Assistida consiste na utilização de várias técnicas que possibilitam que um casal infértil consiga procriar. Os problemas de infertilidade têm sido ultrapassados graças a uma evolução da terapêutica e da intervenção médica.
     As técnicas de reprodução assistida experimentaram um forte desenvolvimento na maioria dos países desenvolvidos, existindo hoje em dia várias técnicas, sejam elas com recurso a medicamentos, técnicas laboratoriais de manipulação e selecção de gâmetas e embriões ou com recurso à cirurgia.
     As técnicas de reprodução medicamente assistida utilizadas e com maiores taxas de sucesso são:
  • Inseminação Artificial ou IUI 
  • Fertilização in vitro ou IVF (In Vitro Fertilization) seguida de transferência de embriões
  • Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides
  • Transferência intratubárica de embriões, gâmetas e zigotos
  • Maternidade de substituição
  • Diagnóstico genético pré-implementação
  • Outras técnicas laboratoriais de manipulação gamética ou embrionária equivalentes ou subsidiárias


Fontes:  - http://pt.wikipedia.org/wiki/Reprodu%C3%A7%C3%A3o_medicamente_assistida
             -  http://www.apf.pt/?area=001&mid=008&sid=003

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

1º bebé-proveta de Portugal




 " O acontecimento mudou a forma como a sociedade via a infertilidade e foi vivido pelo médico responsável como uma felicidade só comparável à que sentiu quando foi pai e avô. 


Carlos Saleiro, jogador do Sporting, seria um bebé igual a tantos outros, mas o facto de ter sido concebido através de uma técnica de Procriação Medicamente Assistida (Fertilização In Vitro - FIV) deu-lhe honras de primeiras páginas da imprensa portuguesa.
A "festa" foi vivida a 25 de Fevereiro de 1986 na Unidade de FIV do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e no Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência, onde é responsável pela parte laboratorial.
O médico responsável, António Pereira Coelho, recorda hoje "o momento de festa" que se prolongou nos dias, semanas e meses seguintes. Em declarações à agência Lusa, António Pereira Coelho destaca o peso deste pioneirismo que demonstrou "resultados credíveis" numa técnica que gerava, então, fortes paixões, mas também algumas reservas, tal como em todas as matérias envolvendo a bioética.
A felicidade com que viveu este nascimento só foi ultrapassada com a alegria do nascimento dos seus filhos e netos. "Foi um momento de grande felicidade e de realização profissional e pessoal", concluiu.
in DN PORTUGAL , 24 de Fevereiro 2011