domingo, 19 de outubro de 2014

Mais informações

Para mais informações podem consultar os seguintes sites:

Conclusão

     Como já foi referido, diversos factores são importantes para o sucesso da procriação. Quando estes factores, que tornam as condições favoráveis para que haja procriação, não estão presentes, vários casais recorrem a métodos de Reprodução Medicamente Assistida.
     Através da realização desta pesquisa, pudemos ter em comparação o lado bom e o lado mau, ambos existentes neste mundo da RMA.
     Inferimos que as técnicas utilizadas hoje em dia para ajudar casais com problemas de infertilidade têm mais vantagens que desvantagens, com percentagens de insucesso baixíssimas, sendo assim uma grande aposta para estes casais.

Riscos de RMA

     Os principais riscos da reprodução medicamente assistida são:
    • erro humano: apesar de raro, já existiram casos em que clínicas de fertilização já trocaram acidentalmente esperma e embriões dos pacientes, transferindo-os para a mulher errada.
    • gestações múltiplas: estudos têm revelado que as gestações múltiplas, devidas ao número excessivo de embriões transferidos para o útero, aumentam os riscos de parto prematuro e de o bebé nascer com o peso abaixo do normal, com alguma deficiência crónica ou mesmo morto.
    • malformações congénitas: segundo um estudo do jornal The New England Journal of Medicine de 2002, os bebés gerados por fertilização in vitro têm um risco maior de desenvolver malformações congénitas, tais como problemas cardíacos ou renais, fenda palatina e testículos atrofiados.
    • complicações resultantes do tratamento hormonal ou de uma gestação múltipla aumentam os riscos para a saúde da mãe;
    • desapontamento do casal, no caso de ineficácia dos tratamentos;
    • a laparoscopia exige anestesia geral e isso, em situações muito raras, pode trazer complicações;


Fontes: - http://biologia-rma.blogspot.pt/2007/12/blog-post_3643.html
              - http://pt.wikipedia.org/wiki/Reprodu%C3%A7%C3%A3o_medicamente_assistida#Riscos

Bancos de Esperma - Vídeo (Em Espanhol)




Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=Dk3ask0jsx4

Doação de gâmetas - Bancos de esperma e Doação de oócitos II

Bancos de Esperma

     Um banco de esperma é uma instituição que recebe e armazena esperma humano. Os primeiros dois bancos de esperma no mundo foram inaugurados em Iowa, nos EUA e em Tóquio, no Japão, em 1964.
     Actualmente, existem bancos de esperma online e também sites, acessíveis a qualquer pessoa, que permitem estabelecer contacto entre potenciais receptoras e dadores de esperma.
     A doação de sémen é um ato voluntário, solidário e altruísta, através do qual um homem saudável e com esperma de boa qualidade realiza uma doação para tornar possível um casal com problemas de infertilidade ter filhos. A doação é indolor e fácil, não provoca nenhum efeito secundário e não requer nenhum esforço. O doador tem também benefícios, como a possibilidade de fazer diversos exames gratuitamente.



Doação de Oócitos II

     A doação de óvulos é o processo através do qual uma mulher recorre a óvulos de uma doadora para poder engravidar. Os óvulos da doadora unir-se-ão aos espermatozóides do casal receptor para obter embriões. Estes são depois transferidos para a receptora.

     Começa-se por efectuar uma consulta com o casal receptor, para se recolher os dados físicos e uma amostra de sangue da mulher, enquanto que o homem procede à colheita do esperma, que de seguida é crio-preservado. O centro procura, então, uma dadora de oócitos com características genéticas semelhantes à da mulher do casal infértil,processo que pode demorar alguns meses (em média, até cerca de 6 meses).

Método
     Quando se obtém uma dadora, inicia-se a preparação do endométrio da paciente alguns dias antes (1-2 semanas) da transferência prevista dos embriões. A recolha de ovócitos da dadora é efectuada por aspiração dos ovários após hiper-estimulação controlada dos mesmos. Cerca de 1 hora após a recolha, a dadora regressa ao seu domicílio em regime ambulatório. De seguida, os oócitos da dadora são microinjectados com os espermatozóides crio-preservados (após descongelação e purificação) do casal. A cultura dos embriões é então efectuada, e a transferência dos embriões para a paciente ocorre ao 2º, 3º ou ao 5º dia do desenvolvimento embrionário. Com a evolução tecnológica, espera-se vir a dispor de bancos de oócitos em vez de um bancos de dadoras potenciais.




Causas para a procura de doadores de gâmetas:


     O processo de fertilização é indicado para mulheres com problemas de ovulação, distúrbios nas trompas de Falópio ou mesmo endometriose.
     Nos homens, as principais causas da infertilidade são: varicocelo, em que varizes nos testículos aumentam a temperatura e diminuem a produção, qualidade e quantidade dos espermatozóides; a criptorquidia; e infecções como a parotidite infecciosa, mais conhecida como papeira, que pode afectar a produção de espermatozóides.



     O primeiro banco público português de esperma e de óvulos foi o do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_de_esperma
http://www.pro-seed.com.br/
http://www.ivi-fertilidade.com/pt/pacientes/tratamentos-procria%C3%A7%C3%A3o-medicamente-assistida/doa%C3%A7%C3%A3o-de-ovulos/
shttp://www.apfertilidade.org/web/tecnicas-de-reproducao/128-doacao-de-ovocitos

sábado, 18 de outubro de 2014

Crioconservação de gâmetas e embriões - video


Crioconservação de gâmetas e embriões



 A conservação de espermatozóides, oócitos e embriões por congelação a baixas temperaturas (geralmente recorrendo a azoto líquido, obtendo-se temperaturas abaixo dos -196 °C) é muito útil, sobretudo em situações de declínio de fertilidade.

  • A longevidade do esperma crioconservado ainda se encontra por determinar, mas, já foram geradas gravidezes com esperma preservado á 15anos.Temos de ter em consideração que nem todos os espermatozóides resistem ao congelamento, variando de homem para homem, estando então o sucesso desta técnica relacionado com o elevado numero de espermatozóides em cada amostra a tratar com o frio.
  • A necessidade de taxas de sobrevivência superiores para os embriões humanos resultou no desenvolvimento de técnicas e procedimentos mais refinados, como por exemplo possibilitar um arrefecimento muito mais lento, permitindo assim a sobrevivência a mais de 50% dos embriões utilizados na fecundação in vitro.
  • Em relação aos oócitos, ainda não existe uma técnica de crioconservação clinicamente satisfatória, abaixo dos ideais para as aplicações clínicas, estando em desenvolvimento estudos de aperfeiçoamento de protocolos laboratoriais para a preservação pelo frio.

Vantagens da crioconservação de embriões:
  • Manter os embriões congelados até serem transferidos;
  •  Doá-los para fins de reprodução a outros casais

Vantagens da crioconservação de espermatozóides

  • Inseminação artificial com esperma de doador;
  • Conveniência para os pacientes;
  • Preservação da capacidade reprodutiva;
  • Preservação do material genetico

Vantagens da crioconservação de oócitos
  • Permite a ocorrência de gravidez em mulheres que: nao possuem ovarios ; apresentem menopausa precoce; tenham sido submetidas a tratamento de cancro.                 

Desvantagens da crioconservação

— Estudos controversos indicam que estes processos poderão acarretar alterações cromossómicas nos embriões.
— As técnicas de reprodução assistida dão origem a uma serie de embriões que acabam por ser congelados  durante um período que pode ir de 1 a 8 anos, consoante o país.
— O fuso mitótico é sensível a mudanças de temperatura e, durante o processo de congelamento, podem ocorrer erros genéticos , resultando em anomalias após a fertilização
— Após o descongelamento, ocorre um aumento da libertação de grânulos corticais que levam a um endurecimento da zona pelúcida, alterando os resultados da fecundação in vitro.





 Fonte: http://pt.slideshare.net/bioterra/infertilidade-8895342
             http://artemisacosta.blogspot.pt/2008/02/crioconservao-de-gmetas-e-embries.html

Técnica nova ainda em desenvolvimento - (Video)

Previsão do que pode vir a ser uma nova técnica de reprodução medicamente assistida, num futuro próximo.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=mQ948oSx0Tc

Técnica nova ainda em desenvolvimento - (Artigo)

" O útero artificial existe, investigadores japoneses desenvolveram uma técnica a que chamaram EUFI – Extrauterine Fetal Incubation (incubação fetal extra-uterina). O que será que vai revolucionar esta técnica? A Humanidade? “Um a um os óvulos foram transferidos dos tubos de ensaio para as vasilhas maiores; habilmente a linha peritoneal foi cortada (…) e a garrafa já passou a abertura para a Sala de Predestinação Social.” Aldous Huxley in “Admirável Mundo Novo”
No departamento de Tóquio, fetos de cabra percorridos por cateteres pelo cordão umbilical fornecendo sangue oxigenado e nutrientes são mergulhados em grandes incubadoras com líquido amniótico artificial aquecido à temperatura corporal de uma falsa mãe.
Yoshinori Kuwabara, diretor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade Juntendo, em Tóquio, tem trabalhado em placentas artificiais por mais de uma década. O seu interesse cresceu ao lidar com crianças prematuras afirmando: “será sempre melhor que fetos imaturos possam crescer dentro de um ambiente simulado do organismo maternal.”
Kuwabara e os seus associados têm mantido os fetos de cabra nestes ambientes simulados por cerca de 3 semanas, mas os médicos depararam-se com falhas do sistema circulatório provocado por dificuldades técnicas. Pressionado para especular sobre o futuro Kuwabara cautelosamente prevê que “será possível estender o período de tempo” e eventualmente “será aplicado a humanos.”
Contemplar as imagens destes fetos de cabra lembra assustadoramente a Incubadora Central da imaginação de Aldous Huxley. De fato, nas décadas mais recentes, a medicina tem-se centrado grandemente nas fases iniciais e finais da gravidez e o tempo essencial intra-uterino tem reduzido gradualmente.
O futuro do Homem, no que toca à reprodução, passa seguramente pela evolução de várias tecnologias, nomeadamente a nanotecnologia, a genética, a cirurgia fetal e a fertilização in-vitro ou assistida. "
artificial-womb
Fonte: http://www.tecnodrop.com/2014/02/ectogenese-o-utero-artificial-ja-existe-e-o-futuro-comeca-a-mudar.html

Maternidade de substituição (Video)


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=w9orc-JSVaQ

Maternidade de substituição

 É um tratamento que tem aplicação na esterilidade feminina por impossibilidade de gestação, devido a:


    • ausência de útero: mulheres submetidas à retirada do órgão (histerectomia)
    • defeitos congénitos como malformações uterinas ou alterações que impeçam a gravidez
    • doenças maternas com alto risco de morte durante a gestação, como doenças cardíacas, pulmonares ou renais graves
    • inúmeras falhas de implantação prévias: quando há transferência de embriões, mas não ocorre gestação.

     Em alguns casos, a mulher pode ter óvulos capazes de gerar um bebé mas a gravidez não é aconselhável.
     Neste tratamento, o casal gera o embrião através de técnicas de fertilização in vitro (FIV) e este é transferido para o útero de outra mulher, que "carrega" o bebé. Após o nascimento, o bebé é devolvido aos pais.
     O tratamento é semelhante à FIV tradicional: utilizamos medicações para estimulação dos ovários da mãe, realizamos a captação dos óvulos no momento ideal e a fertilização destes pelos espermatozóides do parceiro.
     No entanto, os embriões formados são transferidos no útero de substituição (da mulher doadora), que é previamente preparado com hormonas. Tanto o casal como a mulher que irá doar o útero, devem passar por uma consulta especializada.
      Neste método, as pessoas tem que ter um vínculo prévio (parentes ou amigos), para se evitar problemas futuros.



Fontes: - http://www.minhavida.com.br/familia/materias/14849-como-funciona-a-barriga-de-aluguel
            - http://pt.wikipedia.org/wiki/Maternidade_de_substitui%C3%A7%C3%A3o

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Fertilização in Vitro (IVF) - vídeo


Fonte: - https://www.youtube.com/watch?v=ao5eqdEK8RQ

Tranferência intratubárica de gâmetas , zigotos ou embriões ( GIFT e ZIFT ) - vídeos




Fonte: https://www.youtube.com/watchv=k2LcWjAAoDM&oref=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dk2LcWjAAoDM&has_verified=1


Transferência intratubárica de embriões , gâmetas ou zigotos

 A transferência intratubárica de zigotos ( ZIFT ) é utilizado em casais cuja mulher tem um bloqueio das trompas de falópio, mas ovários e útero funcionais. Aumenta a taxa de sucesso da nidação.
Como se procede? 

Na ZIFT, após recolha e seleção de oócitos e espermatozóides, pelas mesmas técnicas da FIV, os gâmetas são postos em contacto in vitro, num meio de cultura adequado durante 18 a 24 horas. Após a fecundação, realiza-se uma laparoscopia e transfere-se o(s) zigoto(s) para as trompas de Falópio. Ao contrário do que ocorre na ( GIFT- transferência intratubárica de gâmetas) a fecundação ocorre fora do corpo da mulher enquanto que na segunda o encontro do óvulo com o espermatozóide ocorre nas trompas.

Vantagens e desvantagens da ZIFT: 

Vantagens: A paciente poderá ir para casa em poucas horas.

Desvantagens: 
  •  Relativamente à FIV, a ZIFT tem a mesma ou menor taxa de sucesso, daí que esta técnica não seja das mais utilizadas;
  •  Relativamente à FIV, a ZIFT tem a mesma ou menor taxa de sucesso, daí que esta técnica não seja das mais utilizadas;
  •   Baixa percentagem de êxito e sobra de vários zigotos não colocados no corpo da mulher; Tal como a GIFT, hoje está praticamente abandonada servindo para casos excepcionais, como na incapacidade de se colocar os embriões através do colo uterino.

 A transferência intratubárica de gâmetas (GIFT) é utilizada em casais cuja mulher tem um bloqueio das trompas de falópio ou anomalias no muco cervical, mas que tenha ovários e útero funcionais; casais cujo homem possua esperma disfuncional ou apenas infertilidade sem causa aparente. Nesta técnica, os gâmetas são obtidos pelas mesmas técnicas utilizadas na fertilização in vitro e na microinjecção.O objetivo é assegurar a presença dos gâmetas no ambiente intratubário.

Como se procede? 

  1. Tratamentos hormonais que visam a induzir o desenvolvimento e maturação folicular na mulher para obtenção de número máximo de oócitos II; 
  2. Recolha dos oócitos da mulher através de laparoscopia,(exame endoscópico da cavidade abdominal através de uma pequena incisão na parede do abdómen), ao mesmo tempo que se recolhe o esperma do homem; 
  3. Colocam-se os gâmetas numa cânula especial, para serem tratados e selecionados;
  4.  Os oócitos e os espermatozóides são colocados no interior das trompas de Falópio, através de outra laparoscopia;
  5. Se tudo decorrer normalmente, os espermatozóides penetram num ou mais óvulos, formando-se o embrião. Este descerá das trompas até o útero, o que faz com que a concepção se produza integralmente no corpo da mulher.
Vantagens e desvantagens da GIFT:

Vantagens: A paciente poderá ir para casa em poucas horas.

Desvantagens: 
  • Baixa percentagem de êxito desta técnica, figurando entre 35 a 40 %; 
  • Grande possibilidade de concepção de gémeos, pois recolhem-se vários óvulos, para se garantir alguma margem de sucesso.



Fonte: http://procriacaomedicamenteassistida.blogspot.pt/2012/01/transferencia-intratubarica-de-gametas.html

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ICSI - Animação 3D (vídeo)


Animação em 3D da Injeção Intracitoplasmática de espermatozóides.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=2rGWN-vKi0s

ICSI - Injeção Intracitoplasmática de um espermatozóide

     Na década de 90 do século XX, foi desenvolvida uma nova técnica de procriação assistida (ICSI - Injeção Intracitoplasmática ou Intracytoplasmic Sperm Injection), sendo utilizada quando grande parte dos espermatozóides apresentam anomalias que os tornam inadequados/incapazes de realizar a fecundação. Representa, portanto, uma nova revolução no tratamento da infertilidade masculina.
     A ICSI é uma técnica de precisão realizada a microscópio que consiste na injeção de um único espermatozóide no citoplasma do oócito II, evitando assim as dificuldades do processo natural da fecundação no qual o espermatozóide tem de penetrar o oócito II.
     É uma técnica que se associa à fertilização in vitro (FIV), normalmente quando se detectam factores masculinos que não permitem a fertilização apenas pela junção dos espermatozóides aos oócitos no meio de cultura apropriado.

Método:

  • O espermatozóide escolhido é, portanto, normal, com boa mobilidade e aspirado com uma micropipeta.
    • Quando não é possível de se obter espermatozóides de qualidade através da ejaculação, procede-se a métodos alternativos de recolha dos mesmos por diferentes processos:
      • Directamente do epidídimo por um processo chamado percutaneous epididymal sperm aspiration (PESA) - aspiração percutânea de espermatozóides do epidídimo;
      • Dos testículos pelo método TESA, acrónimo de testicular sperm extraction - aspiração percutânea de espematozóides do testículo;
      • Extracção de amostras do testículo através da TESE - extração de tecido testicular por biopsia (para casos mais severos).
  • Depois, a micropipeta contendo o espermatozóide aproxima-se do oócito II e penetra no citoplasma do mesmo, e o espermatozóide é empurrado para o interior do citoplasma.
  • Após este processo, o ovos são colocado em incubadoras a 37ºC até haver a transferência de embriões para o útero.



     Entre os problemas de infertilidade masculina que esta técnica é utilizada para ultrapassar estão: oligozoospermia, problemas de morfologia ou motilidade dos espermatozóides, vasos deferentes danificados ou vasectomia não reversível, presença de anticorpos antiespermatozóides, dificuldades masculinas na erecção ou ejaculação (por problemas de espinal medula, por exemplo), etc. .
     Pode ser também indicado este processo em casos de recolha de um número reduzido de oócitos ou dificuldade em serem fecundados detectada em ciclos anteriores de fertilização in-vitro.
     É também a técnica de eleição para a obtenção de embriões para serem sujeitos a diagnóstico genético pré-implantação (DGPI).

Figura - ICSI.

Fontes:  - http://pt.wikipedia.org/wiki/Microinjec%C3%A7%C3%A3o_intracitoplasm%C3%A1tica
               - Silva, A.D. et al, Terra, universo de vida 12º ano, Porto Editora, Porto, 2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Fertilização in vitro (IVF)

     Na fecundação in vitro (FIV - por vezes também referida como "fertilização in vitro"), os oócitos são recolhidos a partir dos ovários, sendo de seguida fecundados com espermatozóides em meio laboratorial.
     Os embriões assim obtidos são posteriormente transferidos para o útero da mulher. Ou seja, ao contrário do que sucede por exemplo na IU, na FIV a fecundação ocorre fora do organismo da mulher.

Descrição do tratamento

     A realização de um ciclo de FIV é um processo que envolve vários passos complexos.
     A mulher começa por ser submetida a tratamento com medicamentos indutores da ovulação, administrados por via injectável. São estes que vão estimular os ovários a produzirem mais oócitos que o habitual.
     O desenvolvimento dos oócitos é seguidamente controlado através da realização periódica de ecografias e análises ao sangue.
     Quando o médico verifica que os folículos já estão suficientemente desenvolvidos e contêm no seu interior um oócito maduro, é administrada uma injecção de outra hormona (gonadotropina coriónica humana – hCG), cuja função é provocar a libertação dos oócitos a partir dos ovários.
     A punção (operação de recolha dos oócitos a partir dos ovários) é feita com controlo ecográfico e consiste na introdução na vagina de uma agulha muito fina, que irá permitir a recolha de oócitos a partir de cada um dos ovários.
     Será pedido ao homem que recolha esperma na clínica, para que este possa ser utilizado no procedimento (embora também seja possível a utilização de esperma previamente congelado). Depois de obtido, o esperma é centrifugado a alta velocidade e sujeito a uma série de processos de tratamento, de modo a seleccionar os espermatozóides mais fortes e com melhor capacidade de fecundação.
     Após a punção, os oócitos são transferidos para meios de cultura no laboratório, sendo posteriormente postos em contacto com os espermatozóides para que ocorra a fertilização, com formação de embriões.
     Uma vez obtidos, os embriões (normalmente apenas dois) são transferidos para o útero da mulher, para que se implantem e dêem origem a uma gravidez.
     Os embriões excedentários, que não foram utilizados no tratamento e apresentam condições de viabilidade, podem ser congelados e utilizados num ciclo a realizar posteriormente, podem ser doados para investigação científica, doados a outro casal ou destruídos.


     A partir do dia da punção, a mulher começa a aplicar progesterona, de modo a preparar o endométrio para que a implantação dos embriões possa ser bem sucedida.

Para que situações serve a FIV?

Existe indicação para FIV principalmente nos seguintes casos:
  • Infertilidade inexplicada 
  • Obstrução ou ausência de trompas 

As taxas de sucesso

     As taxas de sucesso da FIV são bastante variáveis e dependem essencialmente de dois factores: a causa de infertilidade e a idade da mulher. Quanto mais complicado for o diagnóstico de infertilidade e mais velha for a mulher, menor será a probabilidade de sucesso do tratamento.
     Por outro lado, é importante que os casais tenham em conta que a probabilidade de terem realmente um filho é ligeiramente mais baixa pois algumas mulheres não conseguem levar a gravidez a termo e correm o risco de abortar espontaneamente.

Reacções adversas ao tratamento

     As reacções adversas nos ciclos de FIV mais frequentes são calores, irritabilidade, cansaço e dores de cabeça. Normalmente passam ao fim de pouco tempo e não constituem motivo para alarme.
     Em algumas situações mais raras pode ocorrer o Síndrome de Hiperestimulação Ovárica, que consiste numa reacção excessiva e potencialmente perigosa aos medicamentos utilizados na estimulação ovárica. Nestas situações há acumulação de fluidos e formação de quistos nos ovários. Os principais sintomas são: dor pélvica e/ou abdominal, náuseas, vómitos e falta de ar. Se o Síndrome de Hiperestimulação Ovárica ocorrer após a punção para recolha de ovócitos, não se faz a transferência e congelam-se os embriões obtidos para que seja possível a sua utilização posterior.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Inseminação Artifical ( Vídeo )


Fonte: - https://www.youtube.com/watch?v=z1wbtnwpsCk

Inseminação Artificial ou Intra-uterina



     A inseminação artificial consiste em depositar os espermatozóides, previamente selecionados , no interior do útero. Existem dois métodos de inseminação artificial :

    • Inseminação artificial intra-cervical (IC) 
    • Inseminação artificial intra-uterina (IU)
     A Inseminação Artificial Intra-Cervical permite reproduzir as condições fisiológicas da relação sexual, porém, não apresenta, teoricamente, nenhum elemento de superioridade em relação ao ato sexual. É utilizada em casos de impossibilidade de uma relação sexual normal ou de uma ejaculação intra-vaginal (mal-formação sexual; distúrbios sexuais; distúrbios na ejaculação).

     A Inseminação Artificial Intra-Uterina consiste em depositar espermatozóides móveis capacitados (aptos a fertilizar, pós-tratamento do sémen em laboratório) no fundo da cavidade uterina após a indução da ovulação. Na IU não há necessidade da presença de muco cervical e como os espermatozóides são injetados além do colo do útero,  esta técnica permite aumentar o número de espermatozóides dentro da cavidade uterina facilitando o encontro dos gâmetas.
     Esta técnica é utilizada em casos de incapacidade do homem, ejacular no interior da vagina da mulher, distúrbios nos ovários; alterações no muco cervical, que vão impedir a livre penetração dos espermatozóides no útero; determinadas alterações na qualidade do sémen, alterações nas trompas uterinas.Em caso de não haver a possibilidade do homem produzir espermatozóides, utiliza-se o esperma doado no banco de esperma.



Fontes:   - http://www.ghente.org/temas/reproducao/art_inseminacao.htm 
                - http://pt.wikipedia.org/wiki/Reprodu%C3%A7%C3%A3o_medicamente_assistida


sábado, 11 de outubro de 2014

Técnicas de reprodução medicamente assistida



     A Reprodução Assistida consiste na utilização de várias técnicas que possibilitam que um casal infértil consiga procriar. Os problemas de infertilidade têm sido ultrapassados graças a uma evolução da terapêutica e da intervenção médica.
     As técnicas de reprodução assistida experimentaram um forte desenvolvimento na maioria dos países desenvolvidos, existindo hoje em dia várias técnicas, sejam elas com recurso a medicamentos, técnicas laboratoriais de manipulação e selecção de gâmetas e embriões ou com recurso à cirurgia.
     As técnicas de reprodução medicamente assistida utilizadas e com maiores taxas de sucesso são:
  • Inseminação Artificial ou IUI 
  • Fertilização in vitro ou IVF (In Vitro Fertilization) seguida de transferência de embriões
  • Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides
  • Transferência intratubárica de embriões, gâmetas e zigotos
  • Maternidade de substituição
  • Diagnóstico genético pré-implementação
  • Outras técnicas laboratoriais de manipulação gamética ou embrionária equivalentes ou subsidiárias


Fontes:  - http://pt.wikipedia.org/wiki/Reprodu%C3%A7%C3%A3o_medicamente_assistida
             -  http://www.apf.pt/?area=001&mid=008&sid=003

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

1º bebé-proveta de Portugal




 " O acontecimento mudou a forma como a sociedade via a infertilidade e foi vivido pelo médico responsável como uma felicidade só comparável à que sentiu quando foi pai e avô. 


Carlos Saleiro, jogador do Sporting, seria um bebé igual a tantos outros, mas o facto de ter sido concebido através de uma técnica de Procriação Medicamente Assistida (Fertilização In Vitro - FIV) deu-lhe honras de primeiras páginas da imprensa portuguesa.
A "festa" foi vivida a 25 de Fevereiro de 1986 na Unidade de FIV do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e no Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência, onde é responsável pela parte laboratorial.
O médico responsável, António Pereira Coelho, recorda hoje "o momento de festa" que se prolongou nos dias, semanas e meses seguintes. Em declarações à agência Lusa, António Pereira Coelho destaca o peso deste pioneirismo que demonstrou "resultados credíveis" numa técnica que gerava, então, fortes paixões, mas também algumas reservas, tal como em todas as matérias envolvendo a bioética.
A felicidade com que viveu este nascimento só foi ultrapassada com a alegria do nascimento dos seus filhos e netos. "Foi um momento de grande felicidade e de realização profissional e pessoal", concluiu.
in DN PORTUGAL , 24 de Fevereiro 2011